18 de setembro de 2012

Criadora do 'Diário de Classe' é acusada de calúnia e difamação


A estudante Isadora Faber, de 13 anos, teve de prestar depoimento nesta 3ª

A estudante catarinense Isadora Faber, de 13 anos, que virou celebridade por denunciar problemas de sua escola no Facebook, foi intimada a prestar depoimento nesta terça-feira, 18, após sua professora de português ter registrado boletim de ocorrência em que acusa a aluna de calúnia e difamação. A garota foi à 8.ª Delegacia de Polícia de Florianópolis acompanhada do pai.

"Estranhei, pois, para mim, o assunto já estava encerrado desde o início do mês quando ela me pediu desculpas. Eu aceitei e publiquei, está aqui até agora", escreveu Isadora em sua página na rede social, o "Diário de Classe" (www.facebook.com/diariodeclassesc), que já tem 255 mil "fãs".

Segundo a estudante, na última aula de português a professora sugeriu que todos os alunos lessem o regimento interno da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, especialmente os pontos 8 e 9, que apontam as "práticas vedadas" aos estudantes:

"8. Levantar injúria ou calúnia contra colegas, professores ou funcionários, bem como praticar contra eles atos de violência de qualquer espécie; 9. Promover ou participar de movimento de hostilidade ou desprestígio à unidade ou às pessoas que nela trabalham, inclusive por meios eletrônicos (internet, celulares)."

"Me parece censura", afirmou Isadora em sua página. No pé do folheto, um outro bloco de texto informa as "medidas socioeducativas disciplinares" a que os alunos estão sujeitos caso desrespeitem as regras. Dependendo da "gravidade da situação", o estudante pode receber suspensão de até 3 dias e até ser encaminhado ao Ministério Público Estadual para aplicação de "sanção" (no caso de maiores de 12 anos).

"Não sofri nenhuma medida socioeducativa, fui parar direto na delegacia, mesmo. Acho que ela (a professora) deveria ler o regimento também", completou Isadora. "Nunca tinha entrado numa delegacia antes, mas lá dentro todos me trataram muito bem."

A fan page "Diário de Classe" foi criada em 11 de julho. Nela, Isadora postava fotos de sua escola e reclamava, entre outras coisas, da existência de porta sem maçaneta, fios desencapados, carteiras quebradas e ventiladores que davam choque. Após a repercussão da iniciativa na imprensa, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma série de reformas na unidade.

A reportagem não conseguiu contato com a professora de Isadora nem com a secretaria de Educação.

10 de setembro de 2012

Alunos são transferidos após protestos contra obras em escola de SP


Os alunos de uma escola estadual na Lapa, zona oeste de São Paulo, foram transferidos nesta segunda-feira (10) após protestarem por causa das obras no local. Segundo os estudantes, a reforma iniciada há pelo menos um ano trouxe muitos problemas e prejudicou as aulas.

Os cerca de 900 alunos da Escola Estadual Pereira Barreto foram transferidos para a Escola Estadual Doutor Reinaldo Ribeiro da Silva, a 5 km de distância. Foram disponibilizados ônibus para levar os estudantes diariamente ao local a partir desta segunda-feira (10).

Na última terça-feira (4), os alunos realizaram um protesto com faixas e panelaço em frente à escola para que a direção resolvesse o problema. O grupo publicou em uma rede social fotos e vídeos para mostrar os transtornos que a obra está causado.

Nas imagens, é possível ver paredes descascadas e queimadas, janelas quebradas e sinais de obras, como pilhas de entulho, concreto e madeiras, em diversas partes da escola, inclusive em uma das salas de aula.

Uma das fotos mostra carteiras empilhadas em um dos corredores da escola e, em um vídeo, é possível perceber que a cozinha foi improvisada em uma sala e uma parede comum foi usada como lousa. A quadra poliesportiva do aparece interditada, servindo de depósito para cadeiras, mesas e materiais de construção, como sacos de cimento e vasos sanitários.

Segundo a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), do governo paulista, responsável pela reforma, o valor da obra está estimado em R$ 1.189.032,26.

OUTRO LADO

Em nota, a fundação disse que a reforma está atrasada e que monitora a empresa responsável. Informou ainda que a primeira etapa da obra deve terminar até o dia 15 de outubro ou o contrato será cancelado. Nessa data, os alunos transferidos voltarão para a unidade.

A previsão é que toda a reforma termine em dezembro.

A FDE não respondeu porque os alunos não foram transferidos antes do início da reforma.

fonte: folhasp.com.br

GOVERNADORES DE SEIS ESTADOS ENTRAM COM AÇÃO NO STF CONTRA LEI DO PISO SALARIAL DOS PROFESSORES.



Fala-se tanto em valorização da educação, tanto municipal, estadual e federal. O governo lança um lei federal para a valorização do magistério desde de 2008 e vem sendo contestada e não acatada desde então e agora esses governadores novamente desrespeitam a mesma lei e a educação.
Seis governadores entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) – com pedido de liminar – no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando o artigo da Lei Nacional do Piso do Magistério. 
CONFIRA A LIMINAR NA ÍNTEGRA.
http://www.cnte.org.br/images/stories/peticaoinicial.pdf

Docentes de Chicago entram em greve.

Docentes de Chicago entram em greve
Os docentes das escolas públicas de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos) iniciaram uma greve nesta segunda-feira, 10, pela primeira em 40 anos, por aumento salarial, um melhor sistema de avaliação e maior segurança no emprego.

"Nós não conseguimos alcançar um acordo que pudesse evitar a greve", explicou a presidente do sindicato dos professores da cidade (Chicago Teachers Union, CTU), Karen Lewis, em um comunicado.
A paralisação do trabalho envolve cerca de 25 mil professores e pode afetar cerca de 350 mil alunos, do pré-escolar até as turmas de ensino médio.

Os professores exigem um reajuste de 30% de seus salários em compensação à extensão da sua jornada de trabalho, mas no decorrer das negociações deram a entender que poderiam aceitar um aumento menor, em troca de um sistema de avaliação mais flexível.

Também pedem a adoção de um sistema de recontratação dos professores que permanecem desempregados após o fechamento das escolas em que ministravam aulas.

Professores de Chicago, nos EUA, entram em greve após 25 anos

Os docentes das escolas públicas de Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos) iniciaram uma greve nesta segunda-feira, pela primeira vez em 25 anos.

Os professores pedem aumento salarial, um melhor sistema de avaliação e maior segurança no emprego.

"Nós não conseguimos chegar a um acordo que pudesse evitar a greve", explicou a presidente do sindicato dos professores da cidade (Chicago Teachers Union, CTU), Karen Lewis, em um comunicado.

A paralisação do trabalho envolverá cerca de 25 mil professores e pode afetar cerca de 350 mil alunos, do pré-escolar até as turmas de ensino médio.

Os professores exigem um reajuste de 30% de seus salários em compensação à extensão da sua jornada de trabalho e a volta dos colegas demitidos com o fechamento de escolas.

Apesar de terem recorrido à paralisação, os docentes deram a entender no decorrer das negociações que poderiam aceitar um aumento menor, em troca de um sistema de avaliação mais flexível.

fonte: estadodegreve.blogspot.com

6 de setembro de 2012

Seis Estados vão ao STF contra reajuste de piso nacional de professor


Governadores de seis Estados questionaram anteontem, no Supremo Tribunal Federal, o critério atualmente adotado para o reajuste anual do piso nacional dos professores da rede pública.

Com base em lei de 2008, o parâmetro é o aumento do valor gasto por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que neste ano foi de 22,22%.

Na ação, os Estados alegam que a lei fere a Constituição ao impor uma regra aos entes municipais e estaduais e apontam que os reajustes são "muito superiores aos índices inflacionários oficiais".

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) apontou inflação de 6,08% em 2011.

"A sistemática retira dos entes federados todo e qualquer controle sobre seus orçamentos, cabendo a um órgão da administração federal a definição dos reajustes, a partir de critérios inseguros e imprevisíveis", diz a petição.

A ação será relatada no STF pelo ministro Joaquim Barbosa. O texto é assinado pelos governadores de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB); de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); do Piauí, Wilson Martins (PSB); de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB); Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD); e do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

Genro, o único petista na ação, foi ministro da Educação no governo Lula e, na ocasião, atuou na elaboração da lei de remuneração nacional.

O Ministério da Educação disse que não foi avisado da intenção dos governadores e que "estranhou muito" a iniciativa. Afirmou ainda que defende um crescimento real do piso do professor, hoje fixado em R$ 1.451.

"É um erro judicializar essa questão agora", disse o ministro Aloizio Mercadante, por meio da assessoria.

Trabalhadores do setor educacional também reagiram à medida. Para o presidente do CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, uma decisão favorável do STF provocará uma ampla greve da categoria.

"Preparem-se, porque vai ter uma briga muito maior do que a deste ano", disse Leão, sobre a onda de greve no funcionalismo federal.

fonte: cnte.org.br / folhasp.com.br