Mostrando postagens com marcador Governo do Estado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo do Estado. Mostrar todas as postagens

15 de novembro de 2011

USP sitiada!


Nesta manhã a manchete da folha de São Paulo diz: 

USP terá base móvel da PM a partir de amanhã!

Eis o resultado e a reação organizada pelo Governo do Estado de São Paulo, contra a autonomia das universidades públicas, e pelo seu desmonte!

Abaixo nota de uma organização de jovens (Juventude Revolução) que além de combater o uso das drogas (fato utilizado para desvirtuar a verdadeira discussão sobre os problemas da Educação Pública e da Universidade de São Paulo) também apresenta sua defesa da luta dos estudantes!

Todo apoio a greve geral dos estudantes da USP

ra PM do campus da USP! Nenhuma punição aos estudantes!
 
Há muito tempo não se via na USP uma assembleia repleta de estudantes como ocorreu na noite do dia 08 de novembro. Os cerca de 3 mil estudantes que decretaram greve estavam todos mobilizados pelo sentimento de repúdio à ação truculenta da Tropa de Choque da Polícia Militar que montou uma operação de guerra, helicópteros, centenas de homens e de viaturas, para prender os 73 estudantes que estavam na reitoria ou próximos a ela pedindo esclarecimentos. Cercaram o Crusp (moradia estudantil) durante 3 horas para evitar que os moradores revoltados fossem defender os colegas presos dentro da reitoria. A greve tem uma pauta específica e justa: fim do convênio da USP com a PM; anistia a todos os processos movidos pela reitoria contra estudantes e funcionários, incluindo agora os impetrados contra os 73 estudantes que ocupavam a reitoria. Os alunos que decidiram pela greve dão uma resposta ao ataque feito pelo reitor João Grandino Rodas e o governador o Geraldo Alckmin contra os estudantes da USP e contra a própria universidade.
 
[Estudantes decretam greve em assembleia na USP] 
A luta contra a PM no campus da USP não começou agora. Em 2009, a PM já havia entrado em confronto direto com os estudantes. Naquela ocasião, o movimento estudantil, junto com professores e funcionários, organizou uma grande passeata do MASP até a faculdade de Direito do Largo São Francisco para gritar: “PM na USP nunca mais!”. O caso dos jovens presos portando maconha foi somente o estopim em que os estudantes se agarraram para ampliar as mobilizações.
A presença da PM no campus fere a Autonomia Universitária, que é uma pauta histórica do movimento estudantil. Na ocupação da reitoria da USP de 2007, por exemplo, os estudantes lutaram contra os Decretos de Serra porque eles permitiriam o controle da distribuição das verbas por uma nova Secretaria do Ensino Superior. O movimento estudantil conseguiu a revogação dos Decretos e o controle das verbas pelas universidades. Hoje, a questão da Autonomia Universitária se concentra no problema da segurança. A PM no campus fere a Autonomia Universitária porque a segurança da universidade deve ser feita por funcionários públicos, contratados por meio de concurso público. Eles devem zelar pelo maior bem que existe na USP: a comunidade universitária, composta por estudantes, professores e funcionários.
A verdade é que a reitoria da USP terceirizou o serviço de segurança da universidade, assim como o serviço de limpeza. A reitoria também não investiu em outros aparatos que poderiam levar mais segurança para a comunidade uspiana, a exemplo de mais iluminação no campus. À noite, muitos estudantes voltam para o Crusp ou vão até o ponto de ônibus na mais completa escuridão. A PM não está no campus para garantir a segurança dos estudantes, muito pelo contrário! Ela está na USP para impedir as manifestações políticas estudantis e sindicais. Hoje, com o convênio com a PM, Rodas tem todo o poder para reprimir os estudantes. A PM está legalmente no campus e já entrou em bibliotecas, como aconteceu na biblioteca da FFLCH Florestan Fernandes, para dar geral em estudante!
Nós da Juventude Revolução ajudamos a organizar e a mobilizar a greve estudantil na USP hoje. Estivemos na ocupação em 2007, apoiamos a greve em 2009 e agora estamos aqui reafirmando nosso compromisso com a luta estudantil. Chamamos as entidades estudantis, especialmente o DCE, a assumir sua responsabilidade e dar todo apoio aos estudantes que foram presos e indiciados. A UNE também deve se posicionar no mesmo sentido.
Viva a luta dos estudantes em defesa da autonomia universitária! Viva a força do movimento estudantil! Por uma universidade pública e gratuita para todos!
• Pelo fim do convênio com a PM! Fora PM do campus da USP!
• Fim de todos os processos administrativos e criminais abertos pela reitoria contra alunos e funcionários!

 fonte: http://www.juventuderevolucao.org

29 de junho de 2011

Escolas públicas de São Paulo recusam adolescentes que cumprem medida socioeducativa fora da Fundação CASA

Escolas de SP recusam alunos em liberdade assistida

Escolas públicas de São Paulo recusam adolescentes em liberdade assistida, ou seja, que cometeram infração e cumprem medida socioeducativa fora da Fundação Casa. O Ministério Público e organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com a assistência a esses jovens têm recebido denúncias de familiares que não conseguem efetuar a matrícula. Há relatos de alguns que perderam o ano letivo. Pela lei, todas as crianças e adolescentes têm direito à educação.

Um dos casos investigados pela promotoria ocorreu na Escola Estadual Martins Pena, na zona sul da capital paulista. Apesar de terem efetuado a rematrícula no fim do ano passado, 21 alunos foram transferidos compulsoriamente para uma escola municipal. Só souberam da notícia no primeiro dia letivo, ao serem impedidos de assistir à aula. "Foi uma expulsão branca", diz César Barros, orientador social da Crê Ser, ONG que acompanha dois dos jovens transferidos. O retorno à escola de origem só foi possível graças à mobilização das famílias e à intervenção da Defensoria Pública.

Como frequentar uma escola é obrigatório para quem está em liberdade assistida, ficar fora dela atrapalha a finalização do processo. "Pedi à Secretaria Municipal de Assistência Social a relação das ONGs que trabalham na reinserção desses jovens. Quero saber em quais escolas elas enfrentam resistência", diz João Paulo Faustinoni e Silva, promotor do Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Geduc).

Além do problema estrutural da rede, que opera com carência de vagas, os técnicos citam como motivos da exclusão de razões conhecidas - como a suposição de que esses alunos são indisciplinados e de que os pais não querem que os filhos estudem com um menor infrator - a gargalos mais tênues, como a distorção entre série e idade.

Na cidade de São Paulo há 4.447 adolescentes em liberdade assistida. Com idade de entre 12 e 18 anos, esses adolescentes cometeram algum ato infracional. Parte deles passou um período internado na Fundação Casa e outro tanto foi sentenciado a cumprir apenas essa medida socioeducativa. Durante a liberdade assistida, o jovem vive com a família e recebe acompanhamento de um orientador social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

3 de abril de 2011

Mais uma do inimigo nº1: SP reduz à metade bônus pago aos professores

O Governo do estado de São Paulo (PSDB- Alckimin) que há décadas governa o estado e organiza o sucateamento da Educação Pública, agora se esconde atrás de políticas de metas e da meritocracia, para explicar os verdadeiros problemas existentes na Educação pública Estadual. 
O resultado, mais uma vez, é a transferência da responsabilidade pela qualidade da Educação. O governo do Estado prefere dizer e noticiar que a culpa pelos baixos índices de desempenho dos alunos da Rede Pública em exames, pertence aos profissionais da Educação Pública Estadual, em vez de assumir seu verdadeiro papel!

A bonificação paga ontem pela Secretaria Estadual da Educação aos professores da rede pública - determinada pelo desempenho dos alunos - caiu pela metade em relação ao ano passado. O valor pago a 190 mil funcionários, de 3.778 escolas - 75% das 5.019 unidades estaduais - foi de R$ 340 milhões. Em 2010, foram concedidos R$ 655 milhões.
Jonne Roriz/AE-27/3/2009
Jonne Roriz/AE-27/3/2009
A diminuição do valor pago se deve, principalmente, à queda do desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e à grande rotatividade de professores.
Na comparação com o ano passado, o número de escolas que não receberam o bônus triplicou. Em 2010, 510 colégios (9,9% do total) ficaram sem a bonificação. Neste ano, foram 1.474 escolas, o que representa 29,1% da rede pública do Estado.
O cálculo do índice corresponde à soma de quanto cada uma das 5 mil escolas públicas de todo o Estado cumpriram de sua meta de desempenho (cada colégio tem uma meta específica com base na sua própria realidade), mais o adicional por qualidade, concedido às escolas que superam o que foi estipulado.
Desempenho. As escolas da extrema zona leste da capital têm as piores médias de desempenho de estudantes da cidade. A diretoria chamada Leste 2, que reúne 90 escolas de bairros como Itaim Paulista, Guaianases, Itaquera, Lajeado, São Miguel e Vila Curuçá, obteve 0,278 no índice de cumprimento de metas estabelecido pela Secretaria de Estado da Educação. A escala do índice vai de 0 a 1.
O índice é cerca de metade do que obteve uma área nobre da própria zona leste - bairros como Belém e Tatuapé conseguiram 0,469 - e bem abaixo da pontuação da Norte 2. Essa última diretoria congrega bairros como Jaçanã, Mandaqui e Tucuruvi, que alcançaram 0,6 - o melhor desempenho na capital. Os dados mostram que quanto mais periférico é o bairro, mais baixo é o rendimento dos estudantes.
Interior. O pior desempenho do Estado foi observado no interior. A diretoria de ensino de Itararé, a 280 km de São Paulo, conseguiu apenas 0,190. Sertãozinho também está no final da lista, com 0,201. Já a cidade de Taquaritinga, na região de Ribeirão obteve o melhor índice no cumprimento das metas: 0,823.
"A meta torna a escola mais objetiva, mas é preciso ver se o que pedem é plausível. O problema da evasão, por exemplo, não depende só dos professores", afirma Ocimar Avelarse, da Faculdade de Educação da USP.
PARA ENTENDER
O bônus por resultado é calculado pelo governo de acordo com a evolução do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) de cada uma das 5 mil escolas estaduais e proporcional ao resultado de cada unidade.
Se as metas são totalmente atingidas, as equipes escolares ganham o equivalente a 2,4 salários.
Se a escola atingiu 50% de sua meta, os funcionários recebem 50% do bônus (ou seja, 1,2 salário a mais) e assim consecutivamente. Para os que trabalham nas unidades que superaram a meta, o bônus pode chegar a 2,9 salários.

24 de fevereiro de 2011

Mais do inimigo nº 1: Histórico de depressão reprova professores

SP reprova professores que tiveram depressão Apesar de terem passado em concurso no Estado, eles trabalharão como temporários

por: Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

Professores aprovados no último concurso para a rede estadual de São Paulo estão impedidos de assumir seus cargos por terem tirado, em algum momento de suas carreiras, licenças médicas por motivo de depressão. Por essa razão, devem continuar com contratos temporários. Especialistas afirmam que a decisão é preconceituosa. 
O Estado conversou com dois professores que passaram por todo o processo do concurso que selecionou docentes para atuar no ciclo 2 do ensino fundamental. O concurso tem diversas etapas: prova inicial, curso de preparação (que dura cerca de quatro meses), prova pós-curso e diversos exames de perícia médica - fase na qual foram "reprovados". Docentes míopes e obesos também foram impedidos de assumir seus cargos nessa mesma seleção.
ir Berce, de 36 anos, que leciona na rede pública desde 1994 com contrato temporário, é um dos barrados. Ele conta que, na primeira perícia, foi considerado apto. Seu nome foi publicado no Diário Oficial em 8 de janeiro, na lista dos professores nomeados. No entanto, no dia 26, Berce foi convocado para uma nova perícia. O psiquiatra questionou as licenças médicas que ele havia tirado em 2003 (cinco dias afastado) e em 2004 (duas vezes: dez dias e depois duas semanas).
"Eu nem lembrava mais disso, foi há tanto tempo. Tomei fluoxetina (um tipo de antidepressivo) por seis meses. Hoje não tomo mais, estou muito bem. Foi um período difícil na minha vida: minha mãe tinha morrido, minha irmã tinha sofrido um acidente e eu estava terminando minha tese", lembra. Berce é formado em Ciências Sociais pela USP e tem mestrado em Antropologia pela PUC-SP. Ele também leciona na rede municipal de Barueri.
Nessa mesma perícia, Berce passou pelo teste de Rorschach - que consiste em interpretar dez pranchas com imagens formadas por manchas simétricas de tinta. "Depois que soube da reprovação, pedi para ver o prontuário. Nele, havia a seguinte anotação: "visto avaliação psicológica F-32 - sugiro temerário o ingresso" e "não apto"", conta. F-32 é o código da Classificação Internacional das Doenças (CID) para depressão.
O professor C.Z., de 34 anos, que, assim como Berce, leciona Sociologia, atua na rede estadual há dez anos e foi vetado no concurso pelo mesmo motivo. No ano passado, ele terminou um casamento de cinco anos e precisou se afastar do trabalho. "Foi um período difícil, que me consumiu muito e fui orientado a procurar um psiquiatra para tirar uma licença", lembra ele.
Z. ficou um mês fora da sala de aula. "Eu nunca havia tirado licença do trabalho. E nunca tomei remédio", afirma. Segundo ele, na perícia do concurso, o médico marcou "não apto". "Eu vi quando ele escreveu e perguntei o porquê. Ele disse que era por causa da licença. Tentei argumentar e explicar os motivos, mas ele não quis me ouvir."
Os dois professores continuam dando aulas como temporários. "É contraditório: como posso continuar trabalhando se eles me vetaram?", questiona o professor Berce.
Ambos recorreram da decisão e foram convocados para novas perícias, que devem ocorrer nesta semana (mais informações nesta página).
Discriminação. A psiquiatra da Unifesp Mara Fernandes Maranhão afirma que vetar um docente pelo fato de ele ter tido depressão é preconceito. "Toda pessoa está sujeita a passar por situações difíceis", explica. "Aquelas que têm propensão ou componente genético desenvolvem processos depressivos."
Segundo Mara, são poucos os quadros realmente curáveis, já que há grande chance de recorrência. "Mas a doença é tratável e, com acompanhamento, o paciente pode voltar a trabalhar normalmente. Não existe razão para rejeitá-lo."
Eli Alves da Silva, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB-SP, concorda. "Essa pessoas estão sendo discriminadas pelo próprio Estado, que é quem deveria combater esse tipo de coisa."
Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o governo deve "propor acompanhamento a todos os casos de professores com problemas de saúde e não alijá-los do trabalho". A entidade ressalta que seu departamento jurídico tem ingressado com ações na Justiça para garantir aos professores nessa situação o direito de lecionar.

17 de dezembro de 2010

MERITOCRACIA e PROGRESSÃO CONTINUADA:

Em São Paulo, os inimigos da escola que habitam o 'Palácio dos Bandeirantes', insistem com seus planos de destruição da educação Pública, com a prática da aprovação automática e com a distribuição de falsas premiações aos profissionais da educação!


Voorwald pode rever plano de carreira de professores

O futuro secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse hoje que pretende rever o plano de carreira dos professores da rede de ensino do Estado e manter a política de progressão continuada dos alunos.

Em encontro com jornalistas após ter seu nome confirmado para o cargo, Voorwald admitiu que os salários dos professores são baixos, mas afirmou que ainda precisa analisar o orçamento da secretaria para 2011 e analisar se é possível conceder algum aumento já no próximo ano. "Eu acho que eles não são bem remunerados, não", reconheceu. "Mas essa é uma questão que tenho de discutir por conta do Orçamento. Há um limite orçamentário e preciso conhecê-lo para ver quanto está comprometido para o exercício de 2011", disse.

O futuro secretário disse que irá ampliar a interação entre as universidades estaduais - USP, Unicamp e Unesp - com a rede de ensino público para que os professores possam fazer cursos de especialização à distância, coordenados pelas universidades. Ele afirmou que manterá a política de bônus por mérito aos professores, criada na gestão de José Serra. "O mérito é inquestionável. Vou trabalhar no estudo de um plano de carreira dos docentes. O plano de carreira é muito importante para dar estímulo e comprometimento do professor com sua carreira", afirmou.

Na avaliação dele, o programa de progressão continuada dos alunos deve ser mantido."A progressão continuada é fundamental. Se você tem um aluno frequentando uma sala de aula e ele não é aprovado, o problema está sendo na metodologia que está sendo utilizada e em como ele está sendo formado", disse. "A questão não é a reprovação", completou Voorwald.